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Mensagem do pároco › 13/11/2020

Sonho não Sonhado

O sonho não sonhado do “eu”

Um dia o “eu” acordou pela manhã, e percebeu que não havia sonhado nada; ao menos que se
lembrasse. Então, pensou que deveria, ao menos, ter sonhado que estava num pouso de Folia. O sonho,
todavia, deveria ser assim…

De repente, chega um padre. E, logo, a notícia se espalha…

O povo avisava uns aos outros:

_ “está aqui o padre, que gosta de ricos e odeia pobres!”.

_ “Não, ele não somente odeia pobres, como também, zombam deles”, diz do outro lado, um
miserável.

_ “Para!” Diz um homem, angustiado… “Para, pois aquele padre é uma aberração! Além de não
gostar dos pobres, zombam dos miseráveis; e sempre se mostra insatisfeito com o salário que recebe da
Igreja”.

_ “Seu salário!” – em lágrimas, diz um velho: “Nunca se pagou tão bem a um seguidor do
Crucificado. O que ele ganha contradiz com o que prega”.

Ao ouvir tudo isso, o padre sorriu desconfiado e pediu a palavra.

_ “Santificadas sejam as palavras de quem fala sem acreditar!” Assim, começou o discurso do
contestado padre. – “Que esta loucura se prolongue de geração em geração, porque são dos frutos de
vossos pensamentos que hão de haurir gênios maléficos, os quais poderão pregar um reino de dinheiro e
poder para todo o tempo. Lograi-vos! Proclamem-vos reis uns dos outros. Porque estendida é esta
geração, doadora de ponte para combates entre os povos”.

Com mais força o padre dizia:

_ “Economizai-vos! Do menor lucro. Sofre para ganhar, em vossas entranhas, o mel que açoita a
desilusão da máxima raiva. Poderosas são as palavras que emanam de lábios que não se batizam em
castas sombrias. Desses lábios saem nomes de maior drama!”

_ “Suspirai! Suas gargantas estão proclamando o mel” – Continuava o padre: “Falo para que minha
garganta não se pareça como as que agora, imóvel, febricitante a entender o que falo. Não. Falo para
ouvidos. Ouvido que escuta o que a boca tem a dizer; mas, por causa da doutrina, teme deixar os lábios
balbuciarem o que passam nos corações”.

Assim, o “eu” acordou e percebeu que sonhara uma possível realidade trágica

(Excerto do Livro:“Contos de Barriga Cheia do Pe. Joacir d’Abadia, 2011).

Pe. Joacir d’Abadia, Pároco da Paróquia São José Operário

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