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Reflexão do padre › 11/10/2020

“Muitos são chamados, e poucos são os escolhidos” (Mt 22,14)

Brasília, 11 de outubro de 2020

XXVIII Domingo do tempo comum/A Leituras: Is 25, 6-10a/Sl 22/Fl 4, 12-14.19-20 Evangelho: Mt 22, 1-14
“Muitos são chamados, e poucos são os escolhidos” (Mt 22, 14)

O evangelho é o convite de Deus dirigido aos homens para que venham participar da Sua festa. A festa da vida, do amor, da reconciliação, da salvação, da conversão. Os primeiros destinatários deste convite foi Israel, eles são os convidados de Deus por excelência. Mas preferiram ocupar-se com suas próprias coisas, com seus afazeres, com seus negócios. Ignorando a Deus que lhes veio visitar em seu Filho Jesus Cristo.

Mas à partir de Israel o evangelho é o convite de Deus dirigido a toda a humanidade, mesmo aos que estão nas encruzilhadas (Mt 22, 9), aos “maus e bons” (Mt 22,10). O evangelho é católico, é universal, ninguém está excluído do convite do evangelho. Embora haja muitos que, à exemplo dos convidados para a festa de casamento, preferem continuar ocupados consigo mesmos, com suas próprias ideias, com suas coisas, com sua vida mesquinha e pecaminosa. O convite é para todos, mas nem todos respondem com generosidade ao chamado de Deus, à convocação do evangelho. E entre os que respondem nem todos estão dispostos a vestir a roupa adequada para a festa – a conversão.

O convite é dirigido aos que estão na encruzilhada: “ide até as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes” (Mt 22, 9). Estar na encruzilhada significa não ter destino, não saber para onde ir, sem direção, estar perdido, sem rumo, desorientado. Estes são destinatários privilegiados do evangelho.

A pessoa desorientada tem muitas estradas, mas não segue nenhum caminho. Assim são a maioria dos homens do nosso tempo, seguem tudo, mas não seguem nada; conhecem um pouco de tudo, mas não sabem muito de nada. Homens que não perseveram em caminho algum, mas que se perdem por muitas estradas. Quantos pulam de galho em galho procurando experiências religiosas que satisfaçam o seu ego, suas vontades, que correspondam às suas ambições. Traindo a fé que um dia receberam da Igreja de Jesus Cristo através do batismo.

O Senhor quer nos arrancar da encruzilhada para nos conduzir de novo pelo caminho da fé, pelo caminho do evangelho, pelo caminho da Igreja, pelo caminho que nos leva ao céu. Porém, para que o convite chegue a todos, necessita-se dos ‘empregados’, dos arautos, dos missionários, que com coragem
e intrepidez anunciam a todos a boa nova do Evangelho. Todo cristão é chamado a ser para o mundo um portador deste convite. Na Igreja todo batizado é chamado a ser missionário. Porque que todos, cada um a seu modo, são portadores do evangelho da salvação, chamados a ser testemunhas da ressurreição e do Ressuscitado, testemunhas do perdão dos pecados.

Também aos ‘maus e bons’ se deve fazer chegar o anúncio do evangelho. Aos bons que acolhem o convite de Jesus Cristo, certamente irão progredir na bondade. Aos maus que ouvem e acolhem o convite que se convertam das suas maldades e crimes, já não mais percorram os caminhos carcomidos e tortuosos da mal.

Como podemos ver “muitos são chamados, e poucos são os escolhidos” (Mt 22, 14). Porque nem todos respondem ao chamado, nem todos acolhem o evangelho anunciado. Mesmo entre os que acolhem o convite nem todos o respondem adequadamente. Este é aquele que estava sem o traje de festa. Não podemos ir para a festa de qualquer jeito. Não basta dizer um sim à fé, ao evangelho, à Igreja, à Jesus Cristo, e por outro servir o mundo. É preciso dar qualidade à nossa resposta. Não dá para ser católico de qualquer jeito, ou do seu jeito. Não existe essa de católico praticante ou não praticante. Ou se é católico ou não é. Aquele que diz ser católico não praticante é um mentiroso, artífice de sua própria ruína e engano. Ninguém nunca ouviu alguém dizer que é um torcedor não praticante, um médico não praticante, um estudante não praticante. Isto seria uma aberração. Ou vamos para a festa com o traje adequado ou não vamos para a festa.

Estar sem a roupa da festa corresponde ao escândalo, ao contratestemunho. Católicos de nome, não de fato, que não tem amor a Eucaristia, que vivem o domingo como pagãos, que são servos do mundo, mas não de Cristo; que cuidam do que é seu, enquanto desprezam as coisas sagradas; que defendem a morte ao invés da vida; que substituem a verdade pela mentira; que vivem para si e para o mundo, não para Deus. Estes embora chamados, mesmo atendendo ao chamado e ido para a festa, lhes falta o traje adequado do testemunho. A estes o Senhor dirá: “Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes’” (Mt 22, 13).

Pe. Hélio Cordeiro
E-mail: cordeiro-80@hotmail.com

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