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Notícias da paróquia › 16/08/2018

Quer conhecer um pouco mais da Igreja Católica?

A Igreja segundo a Tradição
Por Padre Joacir d’Abadia,

Filósofo, Pároco da Paróquia São José Operário – Formosa GO Brasil

Neste último Domingo toda a Igreja Celebrou a Solenidade de São Pedro e São Paulo onde ouvimos no Evangelho falar a Respeito da Fundação da Igreja por Jesus Cristo. Aqui vamos versar a respeito da Igreja seguindo o ensinamento da Tradição. Você já pensou na Igreja deste modo?

A visão eclesial que emerge da Tradição é um desdobramento do ideal de Igreja que encontramos em At 2,42-48, a Igreja como, segundo Grech, “uma Koinonia – comunhão daqueles que perseveram na resposta positiva ao kerygma, unidos na oração e na celebração da Eucaristia”1. As duas principais manifestações externas desta comunhão são o vínculo de unidade e colegialidade entre o bispo, seu presbitério e os fiéis. E o ponto alto desta comunhão é a celebração eucarística em torno do bispo, como nos diz PIÉ-NINOT.

Portanto, é uma visão eclesial que não confunde a Igreja somente com sua hierarquia e instituições. De modo que, a visão eclesial da Tradição, privilegia a Igreja que se faz vida mediante a resposta da fé dos simples, daqueles que respondem com humildade e sinceridade ao anúncio do kerygma. O que faz eco à imagem da Igreja como a comunidade dos convocados pela fé em Jesus Cristo.
Como convocação evidência que ela (a Igreja) não é fruto da iniciativa humana, mas é fruto da misericórdia de Deus que convoca os homens, de todas as tribos e línguas, a tomar posse das realidades eternas mediante a resposta de fé.

Há na Tradição uma sólida convicção quanto a origem divina da Igreja, origem esta que não pode ser ofuscada pelo elemento humano que, com o seu pecado, às vezes impedem muitos de crerem nesta verdade.

Outro elemento significativo da eclesiologia presente na patrística é a viva consciência da maternidade da Igreja “‘Ecclesia Mater’, como portadora da salvação e geradora do homem novo graças ao batismo” (Cf. S. PIÉ-NINOT, Introdução à eclesiologia, Loyola, São Paulo, 2006, p. 14). O vínculo de filiação para com a Igreja era expresso de modo privilegiado dos diversos símbolos da fé, que revelam a íntima unidade entre Cristo e sua Igreja.

Na visão de Santo Agostinho a Igreja “é o povo fiel disseminado pelo mundo inteiro” (Aug. in Os 149; DU 1959). Assim, a pertença a Igreja origina-se da profissão de fé, mediante o batismo, testemunhada na vida e renovada em cada Eucaristia. Portanto, o vínculo que une os fiéis em Cristo, na Igreja, é a fé, cuja expressão maior é a Eucaristia.

Como podemos averiguar nesta breve exposição, a visão de Igreja que encontramos na Tradição é caracterizada pela centralidade não da própria Igreja, mas de Cristo. O que vem de encontro ao que o Papa Francisco tem insistido com frequência, que a Igreja não pode ser auto referencial, ou seja, centrada em si mesma, mas em levar Cristo e sua salvação aos homens.

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