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Notícias da paróquia › 27/06/2021

Reflexão do Evangelho Mc 5, 21-43

27 de junho de 2021

XIII Domingo do tempo comum/B

Leituras: Sb 1, 13-15; 2, 23-24/Sl 29 (30)/ IICor 8, 7.9.13-15

Evangelho: Mc 5, 21-43

 

“Deus não fez a morte” (Sb 1, 13)

Nada atemoriza tanto o ser humano como o pecado, o sofrimento, a dor, a enfermidade e a morte. Realidades estas que contrariam a dignidade do ser humano, além de desdizer o desejo de imortalidade e de felicidade que o homem carrega dentro de si. Tanto que a vida do homem sobre a terra é uma luta constante para vencer tais infortúnios.

Mas não resta dúvidas que, por si só, o homem não pode vencer nem superar tais inimigos. Inimigos sim, como bem expressou São Paulo: “O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés” (ICor 15, 26). Esta derrota da morte já foi realizada uma vez por todas na Cruz. Cristo é o vencedor da morte, Aquele que ressuscitou ao terceiro dia, o Ressuscitado. Unidos a Ele pelo batismo, tornamo-nos vencedores do pecado e da morte. Engana-se quem pensa que vencerá o sofrimento e a morte por meio de reencarnações ilusórias, meditação transcendental, nirvana e tantas outras invencionices humanas.

A morte não é uma criação de Deus, antes é uma consequência do pecado, e somente Jesus Cristo pode nos libertar deste mal. Deus nos criou para a vida não para a morte: “Deus não fez a morte, nem tem prazer com a destruição dos vivos” (Sb 1, 13). Antes “Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza” (Sb 2, 23). Embora, enquanto peregrinos neste mundo, estamos sujeitos ao pecado e à morte, como sequela do pecado.

Deus não criou a morte, Ele é o Autor da vida, da ressurreição, da salvação. Deus não é o autor do pecado, mas é o Autor da reconciliação, posta ao alcance do homem pecador no sacramento da confissão. Deus não é o autor da enfermidade, antes, Ele é Autor da redenção, em seu Filho Jesus Cristo, tanto que confiou à sua Igreja o sacramento da Unção dos enfermos, pelo qual suplicamos ao Senhor a cura do corpo e da alma em favor dos enfermos.

Deus não criou o sofrimento e a dor, antes, “ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos” (Is 53, 4). Ninguém, mais do que Jesus Cristo, quer a nossa vida, quer a nossa salvação, quer nos ver livres do pecado, do sofrimento, da dor e da morte.

A missão de Jesus neste mundo foi uma constante luta contra o pecado, a enfermidade, a dor, o sofrimento e a morte. Tanto que a muitos perdoou os pecados, a outros curou das suas enfermidades, a outros libertou da opressão do Demônio; ressuscitou o seu amigo Lázaro, preanunciando que, no último dia, ressuscitará todos aqueles que conservaram a amizade com Deus nesta vida. Assim, O vemos curar a mulher hemorroísa e devolver a vida à pequena filha de Jairo, chefe da sinagoga.

Portanto, se queremos sair vencedores sobre o pecado, a dor, o sofrimento, a enfermidade e a morte, temos que nos unir a Jesus Cristo pela fé, pertencer a Ele pela graça e testemunhá-Lo pela caridade. Embora não possamos eliminar tais realidades no mundo presente, o nosso agir cristão precisa estar empenhado em socorrer os que padecem tais tribulações. Assim, com Jesus procurou libertar e salvar o homem sofredor, cabe à sua Igreja, aos seus discípulos, curar os que estão doentes, consolar os que padecem a dor e o sofrimento, reconciliar os pecadores e sustentar o ser humano na sua travessia pela vida e pela morte.

 

Pe. Hélio Cordeiro

E-mail: cordeirohelio80@gmail.com

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